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Primeiros passos na Gestão da Saúde Corporativa: Como iniciar uma gestão mais efetiva e consistente?
Reduzir doenças e seus fatores de risco, reduzir custos com cuidados médicos e sinistralidade, melhorar a produtividade dos trabalhadores são os principais resultados esperados pelos gestores de saúde nas empresas. É comum ouvir dizer que ações e programas de saúde podem reduzir custos e melhorar a produtividade nas empresas, mas você sabe o que fazer para alcançar e medir estes resultados?
Neste artigo apresentamos quatro etapas essenciais para o desenho de ações sustentáveis em saúde corporativa de modo a orientar as empresas que desejam iniciar uma gestão mais efetiva e consistente, são elas: a pesquisa diagnóstica, o planejamento, o lançamento e implementação das ações, e a avaliação/monitoramento dos resultados.
A operação dessas etapas também representa um importante desafio para os gestores, uma vez que demanda conhecimentos técnicos específicos e experiência para a adequada execução. Vejamos alguns detalhes importantes em cada uma delas.
O diagnóstico deve reconhecer as forças e as áreas que necessitam de melhorias para o planejamento de ações de saúde amplas e integradas. Estas informações nos permitem conhecer a realidade da empresa e seu histórico de ações, quando possível. A busca de informações é complexa e poderá ser necessário investigá-las por pesquisa com instrumento específico, pois nem sempre elas estão disponíveis na empresa ou, quando possível, inseri-las em análises já existentes na empresa. Segundo Simurro e Ogata (2015), são três os principais pontos a serem pensados nesta etapa: dados da empresa, análise do ambiente e da cultura e dados dos trabalhadores (pessoas). Após o diagnóstico é possível listar diversas possibilidades de intervenção em busca de melhorias para a saúde estilo de vida dos trabalhadores.
Entretanto, o desafio para atuação parece se ampliar após o diagnóstico, uma vez que diversos problemas, antes não percebidos, tornaram-se evidentes. Deste modo, a etapa seguinte – o planejamento – adquire importância central no desenvolvimento das ações de saúde em uma empresa. O planejamento envolve a definição da população alvo para cada problema identificado no diagnóstico e o reconhecimento da existência dos diversos níveis de intervenção para o enfrentamento destes problemas na empresa. Neste momento, é necessária a construção de uma agenda estratégica contendo a identificação dos problemas de alcance geral e a elaboração do planejamento de saúde propriamente dito, com a priorização das ações que serão realizadas. O processo de estabelecimento de prioridades, com a consequente seleção do problema prioritário ou populações alvo prioritárias, permite a implementação de intervenções com foco no problema com maior previsibilidade de impacto e otimização de recursos. Destaca-se que, para maior efetividade e adesão nas ações, o planejamento deve envolver a participação dos trabalhadores, lideranças em seus diversos níveis, representantes das áreas de saúde e segurança, recursos humanos, responsabilidade social, benefícios, comunicação, serviço social, dentre outros atores.
O lançamento e implementação da agenda estratégica de ações de saúde corporativa demandam, além da organização operacional, um lançamento formal para marcar o início de qualquer atividade. É essencial garantir que as diferentes áreas da empresa (saúde e segurança, recursos humanos, serviço social, comunicação, benefícios, eventos, fornecedores etc.) estejam engajadas no lançamento, condução e participação dos trabalhadores nas atividades. Assim, a comunicação é componente fundamental para a execução e sucesso das ações e inclui o compartilhamento de cronograma de atividades, descrição dos objetivos das ações, resultados esperados e possíveis benefícios individuais com a participação nas ações. Destaca-se ainda a importância de proporcionar espaços para escuta e feedback dos trabalhadores, de modo a identificar melhorias processuais necessárias e aplica-las ainda durante o curso das ações.
Por fim, a avaliação dos resultados e monitoramento subsidiam novas decisões a partir de informações sobre o impacto e os resultados das atividades realizadas. Para isso, os gestores devem considerar na análise a estrutura das ações implementadas, o processo e os resultados propriamente alcançados. Não é possível gerenciar o que não se mede, e por isso a avaliação e o monitoramento devem compor qualquer atividade implementada. Os indicadores e demais medidas de resultado, definidos na etapa de planejamento, neste momento apontarão se os efeitos obtidos seguem no caminho esperado ou devem ser feitos ajustes operacionais visando melhores desfechos.
O desenvolvimento de programas de saúde e demais atividades relacionadas para qualquer empresa, deve considerar as premissas de cada uma destas etapas. Esse roteiro oferece uma estrutura mínima para a composição de ações mais adequadas à realidade da empresa, com foco na solução dos principais problemas identificados. De forma gradual, gerenciam riscos e reduzem custos nas empresas ao passo que contribuem para melhorar hábitos de vida, melhorar a saúde e elevar a produtividade dos trabalhadores.
Autora: Ma. Laíra Sá Lopes
Mestre em Saúde Coletiva - área de concentração Epidemiologia. Possui experiência acadêmica em Saúde Coletiva, com ênfase em Epidemiologia e Educação em Saúde. Atua em saúde do trabalhador há mais 10 anos com projetos, coordenação de equipes e estudos epidemiológicos. Consultora credenciada no SESI Saúde.
Referência:
Simurro S, Ogata AJN. Temas avançados em qualidade de vida: Gestão de programas de qualidade de vida, manual prático para profissionais brasileiros.v2.Londrina: Midiograf, 2015.
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